Primeiramente, Ovídio Kaiser e os presentes identificaram os municípios da região que não possuem ACI, sendo Garruchos, Rolador, Dezesseis de Novembro e Mato Queimado. Disse que irá conversar e fazer com que se organizem e formem associações, e ressaltou que o objetivo do encontro fortalece as entidades e estabelece vínculos entre elas. Após, cada ACI dos municípios presentes expôs problemas encontrados no decorrer dos trabalhos do ano.
SÃO LUIZ GONZAGA – O presidente da Associação Comercial e Industrial de São Luiz e vice-diretor regional das Missões da Federasul, Luiz Oneide Nonemacher, começou falando da necessidade de mudar o pensamento do associado, para que não pense, toda vez que for fazer o cheque da mensalidade, “por que estou pagando?”. Oneide disse também que um problema de todos é mostrar o que a ACI faz, pois o grande público às vezes não percebe o quanto os dirigentes trabalham, ocupando um tempo que seria para a família para trabalhar na Associação.
SANTO ANTÔNIO DAS MISSÕES – Neste município, cuja ACI veio representada pela presidenta Glasfira Amarante, acompanhada de Miriam Ibargoyen, uma das dificuldades destacadas foi a falta de afinidade com o empresariado. “Ele paga como se fosse uma obrigação, reclama que não tem retorno. Eu mesma falava isso antes de ser presidente”, destacou Glasfira. Ela falou que tentarão melhorar a imagem da Associação, mas que os empresários participam nas reuniões, citando o exemplo da polêmica que regulamentou a abertura de mercados aos domingos. Outra dificuldade destacada foi encontrar formas de reforçar o caixa da ACI, que se constitui, principalmente, de mensalidades dos associados. A sugestão dada foi a realização de palestras e cursos, através de convênios com o Sebrae, para que os empresários tenham retorno, enviando funcionários para a capacitação, por exemplo, e assim tendo retorno também à ACI.
BOSSOROCA – O presidente da ACI de Bossoroca, Henrique Ferraz Malheiros, juntamente com o membro da diretoria, Manuel Antonio Freitas, levou como problema a geração de empregos na cidade, pois “quem se forma no Ensino Médio vai embora por não ter onde trabalhar em Bossoroca”. Como solução apontada, ao invés da vinda de novas indústrias – já que estas não “nascem na noite pro dia”, nas palavras de Luiz Oneide -, seria o apoio às já existentes, valorizando a pequena indústria. “A produção de leite crescerá na região. Mas não há mão-de-obra preparada, porque até para operar um trator é preciso saber trabalhar com computador”, destacou o presidente da ACI de São Luiz.
Para todos os municípios, alguns caminhos gerais foram sugeridos para serem seguidos, como a criação de cursos que deixem remuneração para a entidade, e ao mesmo tempo dão ao município pessoas qualificadas para trabalhar nas áreas necessárias. Outra sugestão é a ACI dar assessoria, para, por exemplo, fazer estudos de viabilidade de mercado, cobrando para isso. “A ACI se torna referência, e aí sua renda não depende só das mensalidades. Todas as empresas têm problemas, e a ACI deve ser a solução desses problemas”, afirmou Luiz Oneide.
BOLÃO DE PRÊMIOS – Foi apontada a possibilidade de se realizar um Bolão de Prêmios nos municípios, para aumentar o número de associados e estimular a emissão de notas fiscais, mas lamentada a não-participação da ACI de Cerro Largo, que já realiza o Bolão há vários anos. “Com a participação no bolão de notas somente de associados, os outros vão querer se associar na ACI também”, apontou Ovídio Kaiser.
A elaboração de um documento para a Federasul – Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul, prevista para a reunião, não foi concretizada devido à participação de poucas ACI’s da região, mas será marcada outra reunião em breve. Espera-se que mais Associações participem, e, assim, possam trocar idéias e levar suas dificuldades para sanar nessa integração. Na próxima reunião, ficou sugerido tratarem do tema do turno único em órgãos públicos, que para as ACI’s atrapalha o serviço.
Fonte: Tiarajú Goldschmidt – assessor de imprensa da ACI